Como se virar na Chapada dos Veadeiros | Goiás

   No carnaval desse ano, fui matar uma vontade muito grande que eu tinha, conhecer a Chapada dos Veadeiros, sabia que não ia ter muito tempo, mas tentaria aproveitar o máximo que eu podia, e foi ótimo, não conheci nem metade do que há para ver naquele lugar incrível, mas o que pude ver já valeu super a pena.

Chapada dos Veadeiros - Goiás

Mas vou começar falando sobre o que é essencial saber, pois eu notei que falta muita informação sobre a Chapada dos Veadeiros, vamos às principais:

  • Comunicação

 Não há sinal de internet, você vai ter sinal de telefone em Alto Paraíso, Cavalcante e São Jorge, mas apenas de telefone, internet mesmo não tem!

Então, a menos que você se hospede em algum lugar que forneça internet wifi, você ficará todo o tempo sem se conectar, já vá com isso em mente.

Não esqueça, Chapada dos Veadeiros é um lugar para se desconectar do mundo tecnológico.

  • Localização

Outra dica é, leve um mapa! Por conta da falta de sinal de internet você não vai conseguir usar o GPS do celular, por exemplo, então o bom e velho mapa quebra um “galhão” nessa hora.

A minha experiência com o GPS do carro não foi boa, me perdi bastante no primeiro e segundo dia. Por via das dúvidas, ainda indico levar um mapa.

A sinalização na entrada para Alto Paraíso é meio escassa, não difícil chegar, mas mesmo assim poderia ser melhor sinalizada.

Demora bastante até que alguma placa de Alto Paraíso apareça na BR 010!

  • Estrutura Turística

Uma informação muito importante sobre a região da Chapada é que em termos de estrutura turística ainda é bem atrasada, não tem infraestrutura, em Alto Paraíso, por exemplo, não vi muita opção de restaurante para almoçar. O que eu mais vi por lá foram restaurantes de massa (pizza).

Para noite, se houver interesse apenas em um  happy hour ou pizzaria, até encontra, mas se você quer um ambiente diferente e opções variadas, pode ficar bem decepcionado. Pelo menos eu fiquei.

Com relação a opções de restaurantes eu gostei mais de São Jorge, mas é questão de gosto.

O Serviço de informação ao turista também não fornece muitas informações, um exemplo disso foi a ausência de guia para fazer a trilha da Santa Barbara em São Jorge e Cavalcante, só conseguimos na entrada no sítio mesmo.

Das atrações que fiz, a única que realmente estava com as trilhas bem marcadas e cuidadas foram do Parque, as demais eram bem complicadas, a trilha do mirante da Janela é uma delas, mal sinalizada, se você distrair já erra o caminho, por isso muita atenção. Então, não espere muito da estrutura turística. Ao final das trilhas, constatamos que sempre vale a pena os possíveis perrengues.

  • Locomoção na Chapada

Outra informação importante é alugar um carro, de preferência auto, em Brasília. A maioria das atrações é bem distante, então o carro vai facilitar muito a vida e vai ajudar a aproveitar mais o tempo disponível.

As trilhas para as atrações são em sua maioria longas e dependendo do local que você estiver hospedado, ainda vai precisar se deslocar um bom pedaço até o inicio das trilhas.

Não vi nenhum esquema de “carona”, com exceção dos carros que fazem o transporte até o começo da trilha para a cachoeira Santa Bárbara, que custava 5 Reais.

As estradas são na maior parte do tempo, boas, mas existem alguns trechos mais complicados, estradas de terra, por exemplo, para chegar ao Sítio Kalunga, que são bons trechos de estrada ruim… Dica de ouro, carro auto e motorista experiente.

Espero que essas dicas sejam úteis para aqueles que desejam conhecer esse lugar incrível que é a Chapada dos Veadeiros!

                Carina

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Minha experiência em Hostels

El Misti Yellow Buzios

A Dani me inspirou para escrever esse post… resolvi dividir um pouco da minha experiência em hostel. Eu sei que para muitas pessoas ficar hospedado em albergue é algo impensável, para mim também já foi estranho, hoje em dia eu levo numa boa, é mais uma opção para economizar em minhas viagens $$ ;) mas não apenas isso.

Se a sua intenção ao viajar é conhecer novas pessoas essa é uma ótima opção, na minha viagem a Ouro Preto me proporcionou conhecer meninas super divertidas.

Eu tive 3 oportunidades de ficar em hostel e cada uma foi diferente da outra.

Recepção hostel

Imagem: Pixabay

A 1ª vez foi no carnaval há uns 3 anos atrás, inclusive com minha companheira Dani, em Búzios. Ficamos no El Misti Yellow Hostel, os donos eram argentinos, acho que éramos os únicos brasileiros por lá! Ficamos em quarto misto, com 13 camas… Lógico que nessas condições existem algumas coisinhas chatas, por exemplos pessoas chegando e fazendo barulho no meio da madrugada e também dividir banheiro com tanta gente. Nesse ponto entram os meus critérios para escolher hospedagem, a higiene, eles tinham o cuidado de limpar o quarto e banheiro todos os dias, às vezes isso não ocorre nem em hotéis… então muitas vezes o lugar é simples mas é super limpo e é nesse que eu fico.

Yellow Misti Buzios

Minha 2ª vez em hostel foi em Foz do Iguaçu e só tenho elogios a fazer ao Iguassu Falls Hostel. Dessa vez fiquei em um quarto duplo com uma amiga, então só dividimos o banheiro com outros hóspedes, que era mais limpo que o da minha casa! Brincadeiras à parte, o hostel é ótimo, os donos são super atenciosos e educados, cuidadosos e nos deram várias dicas, sem falar que até nos levaram para atravessar a ponte da Amizade! Indico para qualquer um! Um lugar simples, mas um dos melhores que fiquei, pelo custo, localização, acomodações e atendimento.

A última vez foi em Ouro Preto no Viva Chico Rei, mais uma vez tenho apenas elogios! Tive uns probleminhas na minha ida e a dona do hostel, a Carina (minha xará) foi super bacana comigo, alterou minha reserva sem nenhum problema ou custo, sem falar nas dicas que ela me deu para aproveitar bem minha passagem por Ouro Preto. Como viajei sozinha dessa vez e eu estava interessada em interagir com pessoas novas o albergue foi a melhor escolha. Fiquei com mais 5 meninas no mesmo quarto, baianas, cariocas e uma holandesa, então foi muito legal esse contato com pessoas de diferentes lugares. Para os meus critérios, o quarto era confortável e também bem limpo.

Viajante

Imagem: Pixabay

Acho que deu para notar que meu principal critério nas escolhas de hospedagem, sejam elas hotéis, pousadas ou albergues, é a limpeza do local. Lógico que avalio outras coisas, como valor e localização, mas se o lugar não é limpo, já era!

É claro que quando ficamos em albergue pensamos em itens como a segurança de nossas coisas, mas é só levar um cadeado, se tiver armário tranque se não tranque a mala, e os pertences mais valiosos leve sempre com você. Esses cuidados eu tenho sempre, não importa se estou em um hotel ou se estou em hostel.

A internet nos ajuda muito na hora de escolher os destinos e onde vamos ficar, independente do estilo de cada um, é muito mais fácil encontrar a opção que mais se adapta ao viajante e eu não podia deixar de falar um pouco sobre isso também… Acho que no Brasil os hostels estão cada vez melhores, e é tempo de deixar as inseguranças e preconceitos de lado e tentar coisas novas, até mesmo quando temos experiências negativas, nos rende bagagem para errar menos nas próximas vezes, eu já aprendi bastante a ainda tenho muita coisa para ver nesse mundo.

Até a próxima ;)

Carina

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